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Melhoria na educação requer investimentos
Publicado, Janguiê Diniz Quinta, 16 de Maio de 2019
Sem educação, é impossível manter uma economia em pleno desenvolvimento

Já se tornaram lugar comum os relatos sobre a precariedade da educação como um dos principais problemas do Brasil. Essa opinião não se limita a apenas determinadas regiões, mas se estende ao País como um todo. De fato, o sistema educacional brasileiro não tem sido capaz de preparar os jovens, e muitos ainda têm dificuldade para compreender textos simples, executar cálculos aritméticos básicos e outras ações que deveriam ser feitas pelas escolas fundamentais.

A educação é um dos setores fundamentais, em qualquer nação, para elevar as competências técnicas de diversas áreas que podem ajudar a diversificar a economia e a desenvolver o País. Por várias vezes, considerei que investir em educação é a única forma de tornar o Brasil um país desenvolvido. Sem educação, é impossível manter uma economia em pleno desenvolvimento. A educação é o ponto principal de qualquer construção do futuro.

Podemos citar as mudanças da Finlândia, Coreia do Sul e Espanha como bons exemplos de transformação no cenário econômico mundial ao longo das últimas décadas, um investimento
maciço em educação. Os três países colocaram em prática uma série de novas diretrizes e políticas educacionais contínuas – o que significa dizer que, mesmo com as mudanças no governo, a promessa de mantê-las não mudou. Todos executaram reformas nas leis educacionais e ampliaram o tempo de permanência na sala de aula, optando pelo ensino integral e incentivando-o. Como resultado, todos apresentam um ininterrupto aumento no índice de desenvolvimento social.

A necessidade de alcançarmos uma educação de qualidade para todos é consenso na sociedade brasileira. Entretanto, para que isso aconteça, a educação tem que ser prioridade não apenas nos discursos de políticos durante suas campanhas. É preciso investir em todas as áreas da educação, desde a educação infantil até os cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

(...) a educação tem que ser prioridade não apenas nos discursos de políticos durante suas campanhas

No entanto, para garantir uma educação com padrão mínimo de qualidade, o Brasil precisa aumentar, em até três vezes, o valor investido atualmente por aluno na rede pública de ensino. Esse cálculo significa R$ 37 bilhões a mais no sistema educacional público, que atende a 40,7 milhões de matrículas.

Esse investimento foi calculado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e corresponde ao Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi), um parâmetro criado pela própria organização e que foi incorporado ao Plano Nacional de Educação (PNE). O CAQi define quanto cada aluno precisa para ter acesso a uma educação com um padrão mínimo de qualidade, incluindo recursos para infraestrutura, materiais e equipamentos, além do salário dos professores.

O relatório revelou, também, que, além das matrículas existentes, o Brasil ainda precisa incluir 2,8 milhões de crianças e jovens na escola. Isso custará mais R$ 13 bilhões iniciais para garantir a infraestrutura e R$ 13 bilhões a mais por ano para manter esses alunos nas escolas.

Entre as faixas que precisam de maior atenção estão as creches, que hoje recebem o investimento de apenas R$ 3,3 mil por aluno ao ano e deveriam ter um investimento em torno de R$ 10 mil. Uma das metas do PNE é o aumento do investimento do PIB na educação; entretanto, é preciso ficar atento, já que, por vezes, o problema não é a falta de investimento, mas sim o modo como esses recursos são investidos. É preciso direcionar o investimento para onde mais se necessita, ou seja, para a raiz da desigualdade, que são a educação pré-primária e primária.

Se compararmos a educação brasileira de hoje com a de trinta anos atrás, podemos dizer que os índices melhoraram. No entanto, se pensarmos no que se exige da educação, hoje, estamos piores. As exigências educacionais crescem rapidamente, e a educação brasileira não tem acompanhado esse desenvolvimento. Se há trinta anos não havia escolas suficientes para todas as crianças, hoje temos essas escolas, mas com estruturas deficientes.

As exigências educacionais crescem rapidamente, e a educação brasileira não tem acompanhado esse desenvolvimento

A Finlândia pode, e deve, ser tomada como exemplo para o Brasil. O país chamou a atenção não apenas pelo resultado, mas por apresentar um modelo diferente dos outros líderes do ranking, China e Coreia do Sul. A transformação do sistema educacional finlandês começou na década de 1970, quando foi criado o sistema de ensino obrigatório de nove anos e um currículo nacional visando a igualar as oportunidades de acesso e a qualidade da educação.

Mudar a educação brasileira não é uma tarefa fácil e rápida. O mais importante é entendermos que as melhorias na educação exigem muito planejamento e tempo, além de empenho. Ter educação de qualidade e acessível é o primeiro passo para garantir o desenvolvimento do País. Uma população bem instruída conhece seus direitos e deveres, e o resultado é um país igualitário e desenvolvido.

 

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